quarta-feira, 24 de março de 2010
Vamos falar sobre ITS?
A sigla nasceu de uma discussão sobre a propriedade criativa do termo ATS (American Tribal Style),em 2007, entre a criadora do estilo Carolena Nericcio e algumas praticantes que estavam fazendo modificações no vocabulário de passos e de chamadas (as cues ou keys) por sua própria conta. A discussão foi acirrada , mas serviu para que esse novo termo surgisse e classificasse de forma satisfatória esse novo conjunto de vocabulários pessoais que as trupes estavam criando.
O termo Improvisational Tribal Style abarca todos os grupos que praticam o sistema de improvisação coordenada mas que por vontade própria decidiram abandonar o vocabulário estritamente FCBD e incorporaram passos próprios ou de outras trupes. O vocabulário é livre, porém precisa haver um consenso entre as participantes para que a performance seja completada expontaneamente, se não não existirá a condição de "Improvisação Coordenada", e será apenas considerado estilo tribal. A maioria dos grupos segue as regras de figurino bem próximas às do ATS porém o estilo de traje é livre; e o uso de snujs opcional. As modificações são encorajadas e podem chegar a extremos e podemos encontrar grupos como Unmata que criou um vocabulário totalmente baseado em hip hop, afro e tribal fusion totalmente improvisacional. As modificações mais comuns são em relação a posição da liderança no grupo, a troca da mesma entre os participantes, direção de rotação e apresentação dos passos e introdução de mini-combos. A sigla ITS é um sinônimo da sigla TGI (tribal group improvisation).
O ITS também classifica os dois únicos grupos de tribal baseados em improvisação coordenada do Brasil : a Tribo Mozuna - RJ (direção de Nadja el Balady e Aline Muhana) e a compania Ulan Daban de São Paulo - capital (direção de Rebecca Piñeiro). (se estiver esquecendo de alguém, por favor incluam nos comentários para q eu possa editar o texto).
por Aline Muhana
terça-feira, 16 de março de 2010
www. tribe.net
Olá meninas, venho hoje falar sobre esse link aí do título: www.tribe.net
Conheci essa rede de relacionamentos em maio de 2007, uns 5 meses depois de começar a fazer aulas de dança do ventre, pela mala direta do site antigo do The Indigo. Na hora não entendi muito bem como funcionava aquele sistema e outra coisa que me deixava perdida era o inglês coloquial e o vocabulário de dança, que na época era grego pra mim. Mas as fotos eram espetaculares, e com o tempo fui me acostumando e pegando o jeito da comunidade. Nela descobri praticamente tudo, e continuo descobrindo, porque com muita frequência as bailarinas postam dúvidas que são prontamente respondidas pelas colegas mais experientes e muitas vezes pelas próprias divas: Zoe, Rachel, Ariellah, Carolena (e às vezes até a Mardi! rs!!)
A maioria delas tem uma comunidade dedicada ao seu trabalho, criada pelos fãs e lá dá pra acompanhar as datas dos workshops, o feedback das pessoas sobre as últimas apresentações e todo o tipo de informação que se queira saber sobre o dia a dia delas. Outra grande vantagem são as listas de discussão (lá conhecidas como "threads" ou "topics") que são super aprofundadas e sérias, a galera não brinca em serviço, e os moderadores das comunidades são bastante ativos em relação a manter a ordem e os assuntos em seus devidos lugares.
Apesar da instabilidade do sistema (que me faz perder a linha quando quero tirar uma dúvida com alguém ou ver um vídeo linkado lá) a comunidade é muito tranquila e respeitosa, e bailarinas do mundo inteiro se encontram lá pra trocar idéias e saber das últimas do tribal nos EUA. A comunidade mais forte nessa rede é a de São Francisco, Califórnia e justamente por isso que as divas estão tão presentes (é o quintal delas poxa!) ; a rede em si foi criada lá em 2003.
Então se vc sabe inglês ou mesmo se vc não sabe (tradutor google tá aí pra isso) não perca nem mais um minuto e entre nessa comunidade. Nem que seja só pra olhar as fotos. A história da dança tribal está sendo escrita lá por milhares de mãos, uma delas pode ser a sua. E se você realmente aprecia a dança tribal, entre e aprenda muito mais do que você imaginou aprender! É só um clique!
bjks!
sábado, 6 de março de 2010
Acessórios para ATS/ITS

Nada como acessórios maravilhosos para abrilhantar a performance e ajudar a criar o feeling perfeito!
http://dwp.bigplanet.com/saroyan/onlinestore/
Loja de Harry Saroyan, o mestre dos Snujs!!!
Considerado por bailarinas do mundo todo o melhor fabricante de snujs dos Estados Unidos, Harry Saroyan fabrica preciosidades artísticas consagradas por músicos orientais e companias de dança do mais alto calibre. Seus instrumentos são desenvolvidos com os melhores materias e respeitando pesquisas históricas elaboradas, para criar o instrumento perfeito para um grande número de performances de diversas vertentes culturais. O preço definitivamente vale pela qualidade do produto!!
A grande sacada é aproveitar a viagem de parentes ou amigos aos EUA e economizar no envio (e se livrar de preocupações com taxações alfandegárias). Uma vantagem deste site é a possibilidade de poder escolher o modelo que mais lhe agrada pelo som: a baixo de cada foto tem uma caixinha de "sound files" , é só clicar e escutar o som que o modelo produz. O arquivo de som é extremamente fiel ao som ao vivo do snuj.
Dentre as opções de modelos : Históricos, Modernos e Contemporâneos, para estudantes , para estudantes avançados e Profissionais, para performance Tribal e especiais.
Se você for apaixonado por ritmos com snuj e estiver com uma verba extra pode ter certeza , é um ótimo investimento!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Workshops Vindouros


Vou aproveitar e divulgar pras queridas alunas o Show e o Workshop de Tribal Brasileiro com Kilma Farias, grande nome do estilo tribal brasileiro, que estará aqui conosco dias 12 e 13 de março.
Grande oportunidade, ótimos preços e um exelente show no Al Khayam ! Com Nadja el Balady, Jannah Moreno, Nina, eu e Kilma Farias!
Espero vcs lá!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Resumo de Tese American Tribal Style Belly Dance: Improvisação uma subjetividade feminina
Resumo de Tese -
American Tribal Style Belly Dance: Improvisação, uma subjetividade feminina
O American Tribal Style (ATS) surgiu na década de 1980 como uma forma de dança reestruturada - tanto no traje e nos movimentos - que contrariava os estereótipos da dança do ventre. Ao insistir em um formato de grupo o ATS demonstra os laços comunais que muitas mulheres experimentam através da sua participação na dança do ventre. Ao apresentarem-se como um coletivo, dançando umas com as outras, bem como para o público, e no mais importante, observando uma a outra no palco, a dinâmica Tribal concretiza as relações que as mulheres têm com a dança, umas como as outras, e com a sua própria sensualidade, que são mais complexas do que simples tentativas de seduzir o público.
Historicamente, a dança do ventre foi recebida pelo público nos Estados Unidos através da lente de um colonialismo masculino sujeito a interpretar a dança oriental como um espetáculo de entretenimento feminino-erótico para seu consumo pessoal. Do século XIX, os viajantes europeus e americanos procuraram artistas do sexo feminino e retransmitiram histórias sensacionalistas de suas façanhas coreográficas e sexuais a um Ocidente um ávido. Esta atitude cimentou a reputação da dança do ventre no Ocidente como uma forma de arte que exibia a sexualidade feminina destinada exclusivamente a excitação masculina.
Em contraste, durante os anos 1960 e 70, uma onda crescente de mulheres norte-americanas recuperaram na dança do ventre uma forma de autorização e valorização do feminino. Para elas, a dança do ventre atuou como uma forma especificamente feminina , baseada nos movimentos expressivos dos quadris, abdome e tronco. Muitas mulheres encontraram a auto-estima através de um vocabulário de dança que ajudou a negociar um espaço no qual poderiam aceitar e celebrar os seus corpos, fora das normas ocidentais de beleza e comportamento. Mas quando elas se apresentaram para o público, muitas vezes encontraram a visão arraigada de que o seu desempenho humilhava- as como objetos sexuais ao olhar masculino. Esta falta de entendimento concedido ao corpo que dança a dança do ventre é um sintoma de uma subjetividade ocidental que localiza a dançarina em vias de representação que não são apenas orientalistas, mas que o privilegia o olhar exclusivamente masculino .Essa “nova função” da dança passa desapercebida pelo público.
No American Tribal Style, o estúdio de dança torna-se o local para resistir a esta imagem da bailarina como espetáculo sexual passivo. Dentro da estrutura de improvisação do grupo, todo mundo é líder e seguidor, performático e testemunha em um fluxo de constante mudança. O olhar é desfetichizado, tornando-se um meio de comunicação e intercâmbio entre bailarinos em um circuito que inclui a audiência, mas não cede a ela. Desta forma, ATS prevê uma intervenção no modelo, masculino colonialista da subjetividade com sua ênfase na coletividade de mulheres e de práticas comunicativas de interpretação que se centram sobre o corpo da bailarina.
Por Molly Mitchell
Link do original em: http://sites.cca.edu/gradthesisevents/2009/visual_criticism/mitchell_molly/1.html
Tradução: Aline Oliveira
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Vídeos de ATS
(com direito a um vídeo-propaganda de Java Juice estrelando Carolena Nericcio como garota-propaganda!! ótemo!!! =D)
Bom estudo!
http://www.youtube.com/my_playlists?pi=0&ps=20&sa=0&dm=0&p=421FD25CC95C3171
domingo, 31 de janeiro de 2010
Masha Archer

Acabei de ver um preview de um documentário que estão produzindo sobre a vida e a obra da Masha Archer no site dela: http://www.masha.org/themovie.html
é verdade q se fala pouco sobre a carreira dela como dançarina, mas fiquei encantada com a força e a riqueza do trabalho dela como artista em geral!
E também me chamou muito a atenção a influência que ela teve na estética do figurino de ATS ! como as jóias dela e a paleta de cores que ela utilizava influenciaram tanto o estilo! (fora o fato de a Carolena ser parecidíssima com a Masha em termos de penteado e acessórios!!)
Pra quem não sabe Masha Archer era uma artista plástica que emigrou de Kiev na Ucrânia com a família após a segunda guerra mundial e se fixou em São Francisco, Califórnia. Ela desenvolveu um trabalho multidisciplinar nas áreas de pintura, escultura e design de roupas e jóias. Seu trabalho é conhecido internacionalmente e é considerado extremamente teatral e dramático, além de exótico e multicultural. Masha estudou dança com Jamila Salimpour por anos e posteriormente criou a San Francisco Classic DanceTroupe, da qual fez parte Carolena Nericcio.
enjoy!
