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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pequeno dicionário de figurino - Turbantes e Headpieces

Voltando aos verbetes do nosso dicionário após essas novidades exitantes do último post!!!

Turbantes




"O turbante (do persa دلبنت dulband, em turco tülbent) consiste em uma grande tira de pano de até 45 metros de comprimento enrolada sobre a cabeça, e de uso muito comum no Oriente Médio, principalmente entre os muçulmanos.A origem do turbante é desconhecida, mas sabe-se que já era usado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo.

Os turbantes também são usados pelas mulheres ocidentais, como um acessório de moda. Na década de 1960 eles foram bem populares, mas não eram amarrados da mesma forma que os dos homens, presos à frente da cabeça. Usando longos lenços, elas primeiro amarravam as pontas à frente da cabeça e, a seguir, passando as pontas pela testa, as prendiam na nuca." Fonte - wikipédia

No estilo tribal o uso do turbante foi difundido por Masha Archer e Carolena Nericcio. As funções principais do turbante são: criar um look exótico que contraste com o seu visual do dia-a-dia; criar uma base para mais cores e ornamentos, fazendo o visual geral mais rico e opulento e unificar as bailarinas num look que não distingue idade nem detalhes da aparência entre o grupo.
O turbante também é muito útil para o amortecimento e no equilíbrio de acessórios como espadas, cestos e potes, que no início do estilo eram frequentemente utilizados nas performances. Hoje em dia o turbante não é muito utilizados pelos grupos de improvisação coordenada, porém é um acessório extremamente característico do estilo.


Headpieces




Headpiece é uma palavra em inglês que pode ser traduzida como acessórios de cabeça, diadema, tiara ou coroa. O headpiece na verdade é uma série de acessórios e adornos que são usados na cabeça (que podem ser presos a uma fita ou dispostos em camadas diretamente sobre os cabelos) que compõem o look tribal.
O headpiece é muito popular entre as dancarinas de fusão tribal (tribal fusion) justamente por oferecer um visual mais leve que o turbante. Porém de acordo com o gosto pessoal de cada um o headpiece (ou simplesmente "a cabeça tribal")pode ser tão ornamentada quanto o turbante ou quem sabe até mais!
Peças que compõem o headpiece normalmente são tiras de tecido brocado ou com aplicações de metais (botões, partes de colares ou tornozeleiras, pulseiras e até brincos!), palitos de cabelo, fivelas, prendedores de diversos materiais, flores artificiais ou naturais, e o que mais a imaginação mandar! Até pequenos casquetes (mini-chapéus decorativos) podem compor o headpiece.
O uso de headpieces no ATS e ITS se tornou popular em diversos grupos, que além de cultuar a estética oriental pseudo-folclórica também queriam inovar nas escolhas musicais (usando musicas pop e contemporâneas em vez das tradicionais orientais) e nos acessórios de figurino, criando maior familiaridade com a audiência e com possíveis novos praticantes.

domingo, 25 de abril de 2010

De volta à ativa

A viagem à Friburgo foi um sucesso, um fim de semana muito divertido e agitado. A Tribo Mozuna abriu o show de gala do Underworld Fusion Fest no sábado a noite e já temos alguns vídeos disponíveis na net. Indispensável ressaltar o talento das participantes do show e o carinho com o qual fomos recebidas pela organização, muito obrigada a Aerith e a Anne Nargis! Já temos alguns planos para viagens da Tribo a outros estados, espero poder compartilhá-los em breve com vocês!

Aproveitando a volta à ativa vou tentar explorar um tema que tem sido dúvida de algumas pessoas nesses últimos tempos: Como identificar se um grupo está fazendo uma performance de ATS, ITS ou simplesmente Tribal?
Primeiramente gostaria de clarificar o termo "improvisação coordenada"
A improvisação coordenada no ATS e no ITS significa dançar com um vocabulário de passos pré-estabelecido, com "chamadas" corporais que antecedem o passo em si, e de forma aleatória. Uma sequência de passos não será a mesma em representações diferentes de uma mesma música por exemplo, à não ser em pequenas sequências chamadas de "combos". As "chamadas" são claras para as pessoas familiarizadas com o vocabulário, porém para todos os outros pode haver uma sensação de que a peça é coreografada, mas pequenas dicas podem ajudar a identificar como: um pequeno atraso no movimento entre as bailarinas ou um movimento sutil que apenas a líder faz.
Essa característica é a principal entre a distinção de uma peça nas modalidades ATS-ITS e tribal. O ITS como expliquei em uns posts atrás permite maior liberdade de criação das participantes pois incorpora passos adaptados por elas mesmas e outras trupes, exetuando Fat Chance Bellydance e Sister Studios que são inteiramente baseadas no ATS.
Exetuando esses casos a performance poderá ser intitulada Tribal e nomeada segundo as suas subvertentes dominantes, observando os aspectos básicos do estilo.

espero ter ajudado, dúvidas quais forem é só perguntar!

bjks!!!!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vamos falar sobre ITS?

É tanto ATS pra lá e pra cá, tá na hora de falar sobre ITS!

A sigla nasceu de uma discussão sobre a propriedade criativa do termo ATS (American Tribal Style),em 2007, entre a criadora do estilo Carolena Nericcio e algumas praticantes que estavam fazendo modificações no vocabulário de passos e de chamadas (as cues ou keys) por sua própria conta. A discussão foi acirrada , mas serviu para que esse novo termo surgisse e classificasse de forma satisfatória esse novo conjunto de vocabulários pessoais que as trupes estavam criando.

O termo Improvisational Tribal Style abarca todos os grupos que praticam o sistema de improvisação coordenada mas que por vontade própria decidiram abandonar o vocabulário estritamente FCBD e incorporaram passos próprios ou de outras trupes. O vocabulário é livre, porém precisa haver um consenso entre as participantes para que a performance seja completada expontaneamente, se não não existirá a condição de "Improvisação Coordenada", e será apenas considerado estilo tribal. A maioria dos grupos segue as regras de figurino bem próximas às do ATS porém o estilo de traje é livre; e o uso de snujs opcional. As modificações são encorajadas e podem chegar a extremos e podemos encontrar grupos como Unmata que criou um vocabulário totalmente baseado em hip hop, afro e tribal fusion totalmente improvisacional. As modificações mais comuns são em relação a posição da liderança no grupo, a troca da mesma entre os participantes, direção de rotação e apresentação dos passos e introdução de mini-combos. A sigla ITS é um sinônimo da sigla TGI (tribal group improvisation).

O ITS também classifica os dois únicos grupos de tribal baseados em improvisação coordenada do Brasil : a Tribo Mozuna - RJ (direção de Nadja el Balady e Aline Muhana) e a compania Ulan Daban de São Paulo - capital (direção de Rebecca Piñeiro). (se estiver esquecendo de alguém, por favor incluam nos comentários para q eu possa editar o texto).

por Aline Muhana