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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pequeno dicionário de figurino



Olá tribalistas!

Muitas alunas tem dúvidas sobre como se compõe o figurino tribal e um belo dia uma colega (Tahoser Sharif ) me deu uma idéia que achei bastante interessante e didática: fazer um dicionário de figurino para Tribal e ATS. Não sei se vou chegar a descrever tudo que existe em figurino por aí, afinal somos tão criativas que todo dia tem alguma coisa nova! Me disponho a começar pelo figurino de ATS, que tenho pesquisado mais ultimamente. Não vou colocar em órdem alfabética, prefiro começar pela ordem que estou mais familiarizada - a ordem do vestir!
Pretendo dedicar 3 ítens a cada postagem, será uma série de entradas.
Colocarei como marcadores os acessórios, pra que fique mais fácil de pesquisar posteriormente.

O figurino de ATS já evoluiu bastante nos últimos 20 anos, porém as suas características principais que são a opulência e o carater étnico nunca foram abandonadas. Basicamente o figurino se compõe de calça, saia (ou saias) cinturão decorado, choli, bustiê de moedas (ou de outro acessório que esteja de acordo com a estética étnica-tribal), turbante ou headpiece. Os acessórios são usados em abundância e profusão: anéis, braceletes, pulseiras, colares, broches, flores, xales e maquiagem étnica (mehandi, desenhos faciais, bindis)e carregada.
As etnias mais utilizadas no caldeirão de influências são a indiana,paquistanesa, egípcia, turca e africa-saariana. Ultimamente acessórios dos povos das américas,europa oriental e ásia central também tem sido incorporados. Sem contar é claro a influência cigana e nômade que sempre permeou o estilo.

Históricamente falando não existe qualquer laço de autenticidade entre os componentes no figurino de ATS. Ele surgiu e se desenvolveu graças à influência de pessoas como Masha Archer e Carolena Nericcio, que desenvolveram a idéia inicial de Jamila Salimpour, que por sua vêz também inventou a estética do Bal Anat misturando influências e figurinos ao seu gosto pessoal. Carolena cita em entrevista no vídeo San Francisco Beledi :"Por um lado,esteticamente falando, tudo funciona junto , mas por outro lado realmente não há uma origem, porque isso é apenas um apanhado de peças artísticas postas juntas...Tribal é apenas algo que inventamos. "

Assim como o próprio ATS sofreu influências dos seus participantes assim também foi com o figurino. O turbante foi uma peça que foi gradualmente substituída pelo headpiece decorado com penteados elaborados e muitas flores. Isso não significa que ele foi esquecido, muitos grupos ainda o utilizam. O choli também sofreu modificações e chegou a ser substitído por túnicas transparentes e casacos gawaze e até mesmo abolido por alguns grupos. Tudo depende da intenção e do gosto de cada grupo, respeitando a a estética geral do estilo.

Para fechar esta pequena introdução já adianto o tema da próxima postagem: Calças, saias e cinturões.

Até lá! =)

domingo, 25 de abril de 2010

De volta à ativa

A viagem à Friburgo foi um sucesso, um fim de semana muito divertido e agitado. A Tribo Mozuna abriu o show de gala do Underworld Fusion Fest no sábado a noite e já temos alguns vídeos disponíveis na net. Indispensável ressaltar o talento das participantes do show e o carinho com o qual fomos recebidas pela organização, muito obrigada a Aerith e a Anne Nargis! Já temos alguns planos para viagens da Tribo a outros estados, espero poder compartilhá-los em breve com vocês!

Aproveitando a volta à ativa vou tentar explorar um tema que tem sido dúvida de algumas pessoas nesses últimos tempos: Como identificar se um grupo está fazendo uma performance de ATS, ITS ou simplesmente Tribal?
Primeiramente gostaria de clarificar o termo "improvisação coordenada"
A improvisação coordenada no ATS e no ITS significa dançar com um vocabulário de passos pré-estabelecido, com "chamadas" corporais que antecedem o passo em si, e de forma aleatória. Uma sequência de passos não será a mesma em representações diferentes de uma mesma música por exemplo, à não ser em pequenas sequências chamadas de "combos". As "chamadas" são claras para as pessoas familiarizadas com o vocabulário, porém para todos os outros pode haver uma sensação de que a peça é coreografada, mas pequenas dicas podem ajudar a identificar como: um pequeno atraso no movimento entre as bailarinas ou um movimento sutil que apenas a líder faz.
Essa característica é a principal entre a distinção de uma peça nas modalidades ATS-ITS e tribal. O ITS como expliquei em uns posts atrás permite maior liberdade de criação das participantes pois incorpora passos adaptados por elas mesmas e outras trupes, exetuando Fat Chance Bellydance e Sister Studios que são inteiramente baseadas no ATS.
Exetuando esses casos a performance poderá ser intitulada Tribal e nomeada segundo as suas subvertentes dominantes, observando os aspectos básicos do estilo.

espero ter ajudado, dúvidas quais forem é só perguntar!

bjks!!!!

terça-feira, 16 de março de 2010

www. tribe.net


Olá meninas, venho hoje falar sobre esse link aí do título: www.tribe.net

Conheci essa rede de relacionamentos em maio de 2007, uns 5 meses depois de começar a fazer aulas de dança do ventre, pela mala direta do site antigo do The Indigo. Na hora não entendi muito bem como funcionava aquele sistema e outra coisa que me deixava perdida era o inglês coloquial e o vocabulário de dança, que na época era grego pra mim. Mas as fotos eram espetaculares, e com o tempo fui me acostumando e pegando o jeito da comunidade. Nela descobri praticamente tudo, e continuo descobrindo, porque com muita frequência as bailarinas postam dúvidas que são prontamente respondidas pelas colegas mais experientes e muitas vezes pelas próprias divas: Zoe, Rachel, Ariellah, Carolena (e às vezes até a Mardi! rs!!)
A maioria delas tem uma comunidade dedicada ao seu trabalho, criada pelos fãs e lá dá pra acompanhar as datas dos workshops, o feedback das pessoas sobre as últimas apresentações e todo o tipo de informação que se queira saber sobre o dia a dia delas. Outra grande vantagem são as listas de discussão (lá conhecidas como "threads" ou "topics") que são super aprofundadas e sérias, a galera não brinca em serviço, e os moderadores das comunidades são bastante ativos em relação a manter a ordem e os assuntos em seus devidos lugares.
Apesar da instabilidade do sistema (que me faz perder a linha quando quero tirar uma dúvida com alguém ou ver um vídeo linkado lá) a comunidade é muito tranquila e respeitosa, e bailarinas do mundo inteiro se encontram lá pra trocar idéias e saber das últimas do tribal nos EUA. A comunidade mais forte nessa rede é a de São Francisco, Califórnia e justamente por isso que as divas estão tão presentes (é o quintal delas poxa!) ; a rede em si foi criada lá em 2003.
Então se vc sabe inglês ou mesmo se vc não sabe (tradutor google tá aí pra isso) não perca nem mais um minuto e entre nessa comunidade. Nem que seja só pra olhar as fotos. A história da dança tribal está sendo escrita lá por milhares de mãos, uma delas pode ser a sua. E se você realmente aprecia a dança tribal, entre e aprenda muito mais do que você imaginou aprender! É só um clique!

bjks!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Workshops Vindouros



Vou aproveitar e divulgar pras queridas alunas o Show e o Workshop de Tribal Brasileiro com Kilma Farias, grande nome do estilo tribal brasileiro, que estará aqui conosco dias 12 e 13 de março.
Grande oportunidade, ótimos preços e um exelente show no Al Khayam ! Com Nadja el Balady, Jannah Moreno, Nina, eu e Kilma Farias!
Espero vcs lá!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Masha Archer


Acabei de ver um preview de um documentário que estão produzindo sobre a vida e a obra da Masha Archer no site dela: http://www.masha.org/themovie.html
é verdade q se fala pouco sobre a carreira dela como dançarina, mas fiquei encantada com a força e a riqueza do trabalho dela como artista em geral!
E também me chamou muito a atenção a influência que ela teve na estética do figurino de ATS ! como as jóias dela e a paleta de cores que ela utilizava influenciaram tanto o estilo! (fora o fato de a Carolena ser parecidíssima com a Masha em termos de penteado e acessórios!!)

Pra quem não sabe Masha Archer era uma artista plástica que emigrou de Kiev na Ucrânia com a família após a segunda guerra mundial e se fixou em São Francisco, Califórnia. Ela desenvolveu um trabalho multidisciplinar nas áreas de pintura, escultura e design de roupas e jóias. Seu trabalho é conhecido internacionalmente e é considerado extremamente teatral e dramático, além de exótico e multicultural. Masha estudou dança com Jamila Salimpour por anos e posteriormente criou a San Francisco Classic DanceTroupe, da qual fez parte Carolena Nericcio.

enjoy!